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Bancarização no Brasil: dos correspondentes às fintechs

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Bancarização no Brasil: dos correspondentes às fintechs

Entre os anos de 2000 e 2003, o Banco Central criou as resoluções que deram origem à figura do Correspondente Bancário, que tinha como principal objetivo "promover a inclusão financeira". Na década seguinte, enquanto a quantidade de agências bancárias se manteve relativamente estável, o volume  de Correspondentes cresceu consideravelmente atingindo cerca de 160 mil pontos em 2012. No entanto, de volume atual de brasileiros desbancarizados ainda é de 55 milhões de brasileiros, o que equivale a 39,5% da população acima de 18 anos. O principal serviço utilizado no Correspondente é o pagamento de contas, por outro lado, apenas um percentual reduzido dos brasileiros usam os correspondentes para serviços financeiros (saques, investimentos, depósito e etc.) de maior envolvimento. Soma-se a isso, o aumento sem precedentes das tarifas bancárias, que segundo o Proteste, entre 2013 e 2015, as tarifas subiram 169%.

Porém, duas mudanças recentes tendem a reverter esse cenário: a primeira é a lei dos arranjos e instituições de pagamento (Lei 12.865/2013) que, mais uma vez, tem como objetivo "promover a inclusão financeira" e dá segurança jurídica para criação de novos modelos de conta. E o segundo é a grande penetração dos smartphones, que já representa pouco mais de um terço (35%) das transações bancárias. Já nas transações sem movimentação financeira, os canais digitais lideram. Pela facilidade em consultar saldos, extratos, cotar financiamentos e outros, o acesso pelo celular ou internet representam 78% do total.

Nesse contexto emergente oferece oportunidades adicionais e melhores possibilidades para servir um amplo segmento da população que continua excluído ou mal atendido pela indústria financeira tradicional, amplia-se o acesso da população a um sistema financeiro mais democrático, mais transparente e menos excludente, constituindo, assim, uma ferramenta de impacto social e de prosperidade inclusiva. Hoje é impossível analisar o setor sem levar em conta o impacto das novas tecnologias financeiras, bem como dos empresários ou das empresas de “fintech” que as implementam. São esses novos atores que competem com as instituições financeiras tradicionais e desafiam seus modelos de negócios amplamente estabelecidos. "Estamos convencidos de que a sociedade precisa de um sistema financeiro inclusivo e de acesso democratizado. Os contratos inteligentes, somados à transparência e ao baixo custo da tecnologia blockchain podem mudar a realidade de 50% da população atualmente excluída e desbancarizada do planeta", disse Gabriel Kurman, Co-Fundador da RSK Labs, empresa Argentina de tecnologia para instituições financeiras.

Na América Latina, as modalidades predominantes das Fintechs, são as dos segmentos de plataformas de financiamento alternativo, com 25,6%, e soluções de pagamentos, com 25,2%. Em conjunto, essas duas modalidades representam pouco mais da metade (50,8%) do universo de startups de fintech.

Fonte: www.convergenciadigital.com.br e www.finnovista.com

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