Logotipo SEEBMR
Logotipo SEEBMR

Trabalhadores do Santander protestam em todo o país e cobram retomada das negociações

Publicado em Santander
Trabalhadores do Santander protestam em todo o país e cobram retomada das negociações

Funcionárias e funcionários do Santander realizaram, nesta quinta-feira (8), manifestações em todo o país para cobrar que o banco retome as negociações e apresente avanços para as reivindicações específicas das funcionárias e funcionários do banco.

A pauta foi aprovada no Encontro Nacional dos Funcionários do Santander, realizado em 19 de junho, em São Paulo, e entregue formalmente ao banco no dia 22 de junho. Entre as principais reivindicações estão valorização do PPRS, melhorias no plano de saúde, proteção ao emprego, melhores condições de trabalho e respeito à negociação coletiva. A minuta também prevê que processos de reorganização sejam previamente negociados com a representação dos trabalhadores.

A mobilização ocorre após a COE rejeitar, em 1º de outubro, a proposta apresentada pelo Santander por considerá-la insuficiente. Desde então, o banco não apresentou nova contraproposta nem retomou a negociação.

“Os trabalhadores estão mostrando em todo o país que querem negociação de verdade. A pauta está na mesa desde junho e o banco precisa voltar ao diálogo com uma proposta que responda às reivindicações da categoria”, afirmou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima.

PPRS

Um dos principais pontos de cobrança é o Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS). A representação dos trabalhadores reivindica valorização do programa, regras claras e garantia de que ninguém receba menos do que o valor que seja acordado em negociação.

“Não adianta o banco alegar que os resultados não estão bons. A PPRS não guarda nenhum vínculo com o lucro do banco. O valor tem relação com o quanto o banco declara como pagamento aos trabalhadores a título de PPRS e PLR, que gera isenção de impostos para ele. E o que não pode acontecer é o banco fixar um valor a ser pago menor do que foi pago no ano passado, com a alegação de queda da rentabilidade”, explicou a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa, que é funcionária do Santander e faz parte da COE

Com a atual proposta do Santander, se a rentabilidade do ano se mantiver nos patamares da obtida no primeiro semestre (12,5%), haverá queda no valor a ser distribuído aos empregados a título de PPRS, fixada na regra atual em R$ 3.376,93. Em 2025, o banco teve uma rentabilidade de 17,5% e os trabalhadores receberam R$ 3.880,84 de PPRS.

Na última rodada, o banco apresentou proposta com ganho real de 1,2% e correção das faixas em 5,20%. Mas a COE rejeitou o modelo porque, dependendo do resultado da instituição, existe a possibilidade de trabalhadores receberem uma PPRS inferior à paga no ano anterior.

A COE também cobra que indicadores institucionais, como o NPS, não sejam utilizados para reduzir remuneração variável ou punir funcionários.

Saúde também é prioridade

Outro tema central é o plano de saúde. A pauta reivindica melhorias na rede de atendimento e isenção de coparticipação de dependentes com deficiência, inclusive com neurodivergência.

“Nós reivindicamos que em Brasília e na Bahia, tenha uma operadora que efetivamente atenda à demanda dos trabalhadores, pois as operadoras que atendem lá não têm profissionais suficientes”, explicou a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT.

“Quem constrói os resultados do Santander precisa ser valorizado. Queremos avanços no PPRS, solução para os problemas do plano de saúde e respeito aos direitos dos trabalhadores. Não basta repetir a mesma proposta: é preciso negociar”, reforçou a coordenadora da COE/Santander.

A categoria também cobra que direitos do acordo coletivo sejam aplicados a todos os empregados, inclusive aos chamados “hipersuficientes”, e que alterações contratuais sejam submetidas à negociação coletiva.

>>>>> Veja a galeria de fotos das manifestações em todo o país

Para a COE, as mobilizações desta quinta-feira reforçam o recado dos trabalhadores ao banco.

“Queremos negociar e construir um acordo, mas o Santander precisa voltar à mesa com propostas que representem avanços concretos. A mobilização continuará enquanto as reivindicações não forem devidamente respondidas”, concluiu Rita.
 



Fonte: Contraf-CUT

ASSINE NOSSA NEWSLETTER