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Caixa frustra empregados sem nova proposta para o Saúde Caixa

Publicado em Caixa Econômica Federal
Caixa frustra empregados sem nova proposta para o Saúde Caixa

A Caixa Econômica Federal gerou insatisfação entre os trabalhadores ao concluir, nesta quarta-feira (19), em São Paulo, a sétima rodada de negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026 sem apresentar uma nova proposta para o Saúde Caixa. O plano de saúde era o ponto de maior expectativa da categoria, especialmente após a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) ter rejeitado os textos apresentados pelo banco nos encontros anteriores.

O desapontamento foi intensificado pelo fato de a própria Caixa ter comunicado, antes do início da reunião, que a mesa abordaria possíveis alternativas para o plano. Contudo, o encontro terminou sem qualquer oferta nova. O tema deve retornar à pauta no dia 25. “Há uma expectativa enorme da base por uma proposta melhor, que garanta a viabilidade e a sustentabilidade do Saúde Caixa, permitindo que as pessoas permaneçam no plano. As duas últimas sugestões apenas transferem o aumento dos custos para os empregados. O banco alimentou a expectativa de avanços e encerrar a mesa sem nada gera grande frustração e preocupação”, declarou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.

A representação dos trabalhadores segue exigindo uma solução que amplie a participação da Caixa no financiamento, sem repassar os sucessivos reajustes das despesas assistenciais para os funcionários, aposentados e pensionistas. Atualmente, o acordo limita o aporte do banco a 70% das despesas ou a 6,5% da folha de pagamentos, valendo o menor montante. A CEE pleiteia, desde o início da campanha, um aumento real na contribuição do banco para o custeio do plano.

PcDs e direito à desconexão

Durante o encontro, a Caixa trouxe propostas voltadas às pessoas com deficiência (PcDs), incluindo a ampliação de ausências justificadas para cuidados com a saúde. O banco também sugeriu reforçar, via acordo coletivo, que o monitoramento de metas e cobranças não ocorram fora da jornada de trabalho. A CEE avaliou as iniciativas como positivas, mas ressaltou a necessidade de aprimoramentos.

Para Lucas Cunha, representante da Fetrafi-RS, as propostas para PcDs ainda são tímidas. “É um passo, mas insuficiente diante das nossas reivindicações. O teletrabalho precisa ser viabilizado para todos os empregados PcDs em qualquer área da Caixa, como adaptação necessária. Além disso, precisamos avançar na redução de jornada para esse segmento”, pontuou. Já Joana Lustosa, da Fetec-CUT/CN, defendeu que o direito à desconexão seja amplo. “Precisamos impedir que notificações do Outlook e Teams cheguem em fins de semana e feriados, além de acabar com cobranças via WhatsApp. Isso deve ser uma cultura institucional de proteção à saúde mental”, afirmou.

Joana também reiterou o pedido pelo fim de controles paralelos de metas e a revisão de critérios do programa Alcance.Caixa, que podem punir unidades devido a denúncias de assédio, o que, na visão sindical, acaba inibindo denúncias e penalizando a vítima. A CEE reforçou ainda a necessidade de negociar o programa Super Caixa, defendendo a implementação do “Vendeu, Recebeu” e um bônus para todos.

Enfrentamento à sobrecarga

Tesifon Quevedo Neto, representante da Feeb-SP/MS, destacou a sobrecarga nas plataformas digitais da Caixa, apresentando dados que revelam discrepâncias na quantidade de clientes atendidos por empregado. “Há situações com mais de 600 atendimentos por pessoa. Isso é sobrecarga clara e precisa ser combatida”, frisou. A CEE complementou que as condições inadequadas e a pressão por resultados atingem toda a rede, impactando o adoecimento dos bancários e, consequentemente, os custos do Saúde Caixa.

Respostas não podem ser adiadas

Ao final, a CEE cobrou respostas sobre os demais pontos da minuta específica, como PFG, PCS, PSI, o fim do atendimento simultâneo, remuneração variável, PLR Social, contratações e condições de trabalho. A pauta foi entregue em 24 de junho, simultaneamente à pauta nacional entregue à Fenaban, que inclui a proposta de um pré-acordo para manter a data-base em 1º de setembro e garantir a retroatividade das conquistas.

A insegurança é acentuada pelo fim da ultratividade após a Reforma Trabalhista de 2017. Para os sindicalistas, o adiamento das respostas pela Caixa e pela Fenaban pode ser uma estratégia para pressionar a categoria diante da proximidade do fim dos acordos vigentes. Diante disso, a CEE convoca todos os empregados para a paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), reforçando a unidade necessária para defender os direitos e pressionar por avanços na Campanha Nacional dos Bancários.



Fonte: Contraf-CUT

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