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Lucro do Santander em 2017 foi o maior da história

Publicado em Santander
Lucro do Santander em 2017 foi o maior da história

São Paulo – Enquanto os trabalhadores brasileiros tiveram direitos aniquilados pela reforma trabalhista e viram os investimentos públicos em áreas como saúde e educação serem congelados por 20 anos, tudo em nome de um alegado “equilíbrio fiscal” e da retomada da economia, o Santander navegou por mares tranquilos e generosos. O banco espanhol não sentiu nem o cheiro da crise e teve lucro líquido gerencial de R$ 9,953 bilhões em 2017, elevação de 35,6% em 12 meses, atingido o seu maior patamar histórico.

O lucro obtido no Brasil representou 26% do lucro global do banco espanhol, que foi de € 6,6 bilhões, sendo a unidade mais lucrativa do grupo. Em segundo lugar vem o Reino Unido com 16% de participação.Por outro lado, o Santander, em vez de valorizar seus funcionários, responsáveis pelo excepcional resultado de 2017, foi um dos primeiros bancos a cortar direitos dos bancários, amparado pela reforma trabalhista de Temer, desrespeitando a Convenção Coletiva da categoria e o acordo aditivo dos funcionários do Santander, ambos com validade até 31 de agosto.

Empregos – Em 12 meses o Santander aumentou em 24 pessoas seu quadro de funcionários, que chegou a 47.404 trabalhadores. No mesmo período, a rede de atendimento cresceu uma unidade, alcançando 2.255 agências em todo o país.

As receitas de operações de crédito tiveram alta de 17,2%, alcançando R$ 47,2 bi. Já as receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias tiveram alta de 14%, chegando a R$ 15,6 bi. Apenas com essa receita, o Santander cobre 172% do total das despesas com pessoal. Ou seja, paga todos os funcionários e ainda sobram R$ 6,5 bi.

A rentabilidade do banco atingiu 16,9%, aumento de 3,6 p.p. em 12 meses.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

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