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Pressão afeta saúde de bancários, aponta estudo feito na UNICAMP

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Pressão afeta saúde de bancários, aponta estudo feito na UNICAMP

O aumento da hostilidade nas condições de trabalho tem provocado piora na saúde física e mental dos bancários de todo  país. A revelação faz parte da pesquisa de mestrado da Unicamp concluiu em fevereiro último pela economia e ex bancária Taíse Cristina Gehm. 

"Essa pressão no trabalho, resultado de cobranças sobre vendas e metas, tem se tornado uma fonte de adoecimento dos bancários. Como principais doenças estão relacionadas às LERs / Dorts [Lesões por Esforço Repetitivo / Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho] e doenças psíquicas ", aponta a pesquisadora, que trabalhou no extinto banco Nossa Caixa entre 2006 e 2007.

As causas predominantes do estresse no trabalho dos profissionais estão relacionadas com as ideias das instituições, iniciadas a partir da década de 1990. Taíse Gehm cita o aprofundamento do processo de automação; uma externalização das atividades, como uma terceirização e introdução dos chamados correspondentes bancários; eo estabelecimento de metas sobre vendas.
"Atualmente, os bancários estão sendo chamados de 'bancários vendedores'. São exigidos e cobrados uma oferta e vender produtos, muitas vezes, consideram dispensáveis ??aos clientes. A principal questão é uma venda, mas eles têm um conhecimento dos trabalhos burocráticos e administrativos. Muitos profissionais se sentem frustrados ", completa Taíse Gehm.

A economista lembra que o fim dos ganhos com uma inflação eo crescimento da renda da população impulsionaram os bancos a buscar outras estratégias para elevar suas receitas. Entre eles, destacam-se a cobrança de tarifas e venda de produtos e serviços, como seguros, consórcios, cartão de crédito, crédito, financiamentos e previdência privada


Terceirização e correspondentes

Na busca por redução de custos, como instituições financeiras promovidas por uma série de terceirizações. Houve também uma possibilidade de realização de atividades para as agências, com os serviços dos correspondentes bancários, exercícios por lotéricas, correios e comércio.

"Essas medidas situam-se na lógica de busca por maiores lucros e aumento da competitividade. Como atividades terceirizadas não Banco do Brasil destacam-se a retaguarda e compensação, segurança, limpeza, digitação e setor jurídico. Alguns bancos também terceirizam atividades de telemarketing ", exemplifica uma ex-bancária.

Taíse Gehm observa que os entrevistados são contra uma terceirização de atividades típicas do banco. Muitos concordam, no entanto, a terceirização de segmentos como limpeza, telefonia e segurança e benéfica para o banco. Isso pode refletir uma questão de identidade dos próprios bancários, analisa.
Eles enxergam, no futuro, a própria extinção dos seus cargos ", pondera.

 FONTE: TURCATO ADVOCACIA

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