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Restruturação do Banco do Brasil

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Restruturação do Banco do Brasil

É preocupante a forma como está sendo conduzido a chamada reestruturação do Banco do brasil, pelo governo federal. Haja visto que grande parte das agências menores e principalmente as do interior estão passando por um processo de migração para o sistema digital, ou seja deixando de serem gerenciadas pela própria agência, sendo esse á nossa ótica, o primeiro passo para privatização.
Estão previstos novos cortes de funções, migração de carteiras para o digital e centralização de processos. Essa fase da reestruturação é parte da estratégia do BB para fortalecer o atendimento digital e ampliar a captação de negócios, esvaziando as agências.
A estrutura do banco se desloca para o digital, priorizando negócios e clientes maiores, o que vai na contra mão, ao papel do BB como banco público, que deveria atender a todos, pois uso da tecnologia vai eliminando a obrigatoriedade de acompanhamento de determinados níveis gerenciais, com isso, as funções comissionadas são reduzidas. A migração e centralização de contas nas agências digitais inflam essas carteiras, e o que temos são bancários tendo que administrar centenas de contas, além de ter que bater várias metas de vendas. O desenvolvimento do agronegócio, em bases sustentáveis, representa um importante desafio para a economia brasileira e tem um papel relevante no suprimento de alimentos para uma população.O Banco do Brasil, no seu papel de agente de políticas públicas, atua como elo entre o Governo e o produtor rural, sendo o maior financiador do agronegócio brasileiro em todos os segmentos e etapas da cadeia produtiva, com a oferta de produtos e serviços especializados atendendo desde o pequeno produtor às grandes empresas agroindustriais, inclusive cooperativas.
A estimativa do BB é de que esta fase da reestruturação atinja 173 praças no país, que englobam 189 agências – 3% do total. Na base de Macaé, as agências do interior, mais precisamente Conceição de Macabú, Quissamã e Carapebus, o quadro não é diferente, já que essas agências contavam até bem pouco tempo, com um quadro satisfatório para o atendimento junto á população desses municípios e o que se vê hoje é um atendimento bem precário e quase que só burocrático, com muito pouca transação em espécie, sem falar na sobrecarga para os poucos bancários(as), que ficam nestas agências e consequentemente o adoecimento desses trabalhadores.

 

Seeb/MR

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