
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa rejeitou, na última sexta-feira (14), a nova proposta do banco para o custeio do Saúde Caixa. Para o movimento sindical, o modelo ignora a responsabilidade da empresa, rompe com princípios de solidariedade e pode provocar a saída em massa de beneficiários, comprometendo a sustentabilidade do plano.
A proposta da Caixa impõe mensalidades por faixa etária, 13 contribuições anuais e um teto de comprometimento de até 12% da remuneração-base. Atualmente, o limite é de 7%. A CEE alerta que esse aumento, na prática, representa uma perda salarial que pode absorver qualquer reajuste conquistado na Campanha Nacional.
A representação dos empregados exige a retomada da proporção histórica de 70% de custeio pelo banco e 30% pelos usuários. Entre 2023 e 2026, o plano já registrou um saldo negativo de 15.390 beneficiários, evidenciando que o modelo atual de transferência de custos é insustentável.

Houve avanços importantes na mesa de negociação. A Caixa aceitou retirar o Alcance.Caixa como critério para a Promoção por Mérito, uma vitória da mobilização sindical. Além disso, ficou garantido o pagamento dos deltas em janeiro de 2027 (ano-base 2026) e janeiro de 2028 (ano-base 2027), atendendo a uma reivindicação histórica da categoria.
Após questionamentos da CEE, a Caixa suspendeu o processo de seleção para migração de função de caixas e tesoureiros. O banco comprometeu-se a debater o tema detalhadamente em futuras reuniões. Além disso, a CEE reforçou a urgência de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG), visto que o atual, de 2010, não reflete mais a realidade e as exigências do trabalho bancário, gerando sobrecarga e insegurança.
As negociações específicas ocorrem em paralelo à mesa geral com a Fenaban. Diante da falta de propostas concretas dos bancos — que propuseram congelar o piso de ingresso e aplicar reajustes diferenciados sem transparência —, o Comando Nacional convocou assembleias para o dia 17 de agosto.
A pauta inclui a deliberação sobre a proposta da Fenaban e a possibilidade de uma paralisação nacional de 24 horas no dia 20 de agosto. A orientação é que os empregados acompanhem os canais oficiais do Sindicato e da Contraf-CUT, mantendo a mobilização constante por avanços concretos.
Fonte: Contraf-CUT